22/02/2009

PÃO DE CRISTO!


O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor.
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito. Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube social, quando viu chegar um casal. Victor lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer. - Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado - disse ele. Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou: - Que queria o pobre homem? - Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido.- Nós não podemos entrar e comer uma comida farta que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora! - Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro para beber! - Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo que disseram. Envergonhado, queria afastar-se correndo dali, mas neste momento ouviu a amável voz da mulher que dizia: - Aqui tem algumas moedas. Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe um trabalho para você. Espero que encontre. - Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de novo. A senhora me ajudou a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei sua gentileza. - Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o - disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.
Victor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo. Encontrou um lugar barato para se alimentar um pouco. Gastou a metade do que havia ganhado e resolveu guardar o que sobrou para o outro dia. Comeria 'O Pão de Cristo' dois dias. Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior. O PÃO DE CRISTO!
- Um momento! - pensou, não posso guardar o Pão de Cristo somente para mim. Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho. - Quem sabe, este pobre homem tenha fome - pensou - tenho que partilhar o Pão de Cristo. - Ouça - exclamou Victor- gostaria de entrar e comer uma boa comida? O velho se voltou e encarou-o sem acreditar. - Você fala serio, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até que estivesse sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente.
Durante a ceia, Victor notou que o homem envolvia um pedaço de pão em sua sacola de papel. - Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou. - Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo freqüentar que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão.
- O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia soado antes em sua cabeça. Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a engolí-lo com alegria.
De repente, se deteve e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado. - Tome cachorrinho. Dou-te a metade - disse o menino. O Pão de Cristo alcançará tambem você. O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender o jornal com alegria. - Até logo! Disse Victor ao velho. Em algum lugar haverá um emprego. Não desespere!
- Sabe? - sua voz se tornou em um susurro - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom! Ao se afastar, Victor reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna.
Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde estava gravado o nome e endereço de seu dono. Victor caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu na porta. Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria. Estava por repreender Victor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o fez, pois Victor mostrava no rosto um ar e dignidade que o deteve. Disse então: - No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate. Tome!Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse: - Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho. - Pegue-o! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! Você precisa de um emprego? Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você.
Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância, voltou a soar em sua alma. Chamava-se 'PARTE O PÃO DA VIDA',
'NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO AS SOBRAS, DÊEM COM O CORAÇÃO.QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO, MESMO QUE DOA!
Bem, agora se desejar, reparta com os amigos. Ajuda-os a repartir e refletir. Eu já o fiz.

ESPERO QUE SIRVA para sua VIDA. QUE DEUS OS BENDIGA SEMPRE.

Paz e Luz para todos!

(desconheço o autor)

Um comentário:

Alexandre disse...

Obrigado pela sua visitinha no meu Blog.
Que Deus possa te abençoar muito e se precisar de algo...só chamar.
Forte abraço !