Cada alma traz consigo ônus indecifráveis
aos olhos fajutos.
Abismos inalcançáveis as mãos relapsas.
Segredos indignos, obscuros, degradantes...
No entanto, mais indignas
tornam-se, as que as renegam e ultrajam.
Fala-se deveras em compaixão, mas usa-se a aversão como escudo.
Fala-se em perdão com lábios plenos de ódio.
Fala-se em amor, quando o coração dá seu último suspiro.
Fala-se e fala-se para ouvidos surdos e desleixados...
Há quantos séculos Fala-se em vão? Quantas almas se perderam, e quantas mais se perderão, enquanto outras tantas, fingem que se importam?
Bárbara Moscozo




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